O valor do arroz vai ficar 20% mais caro nas prateleiras dos supermercados brasileiros a partir desta semana. A expectativa é que o quilo do cereal, atualmente custando uma média de R$ 1,75 em Pernambuco, chegue a R$ 2,10 até a próxima sexta-feira.
A avaliação da alta para o consumidor foi feita pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e pela Associação Pernambucana de Supermercados (Apes).
O motivo do acréscimo foi a alta no preço da saca de 50 quilos, que, na última semana, passou de R$ 19 para R$ 23. E deverá chegar a R$ 25 até agosto, valor mínimo determinado pelo Governo Federal, que ampliou medidas para apoiar a recuperação do preço pago pelas indústrias aos produtores.
As medidas, anunciadas em junho, logo surtiram efeito. Além do valor mínimo, também houve inclusão de excedentes nos estoques públicos e aumento das exportações em 600 mil toneladas de arroz, gerando deficit de 592 toneladas e enxugando o produto no mercado.
De acordo com o Ministério da Agricultura, a postura do Governo Federal foi necessária para impulsionar um pagamento mínimo por parte das indústrias, e motivada pela alta da produção de arroz. Ela cresceu 18,5% este ano, mas sem elevação do consumo interno, o que provocou altos custos e danos para o setor produtivo.
A boa notícia para os produtores de arroz - concentrados, em maioria, no Sul do País - e má notícia para a população é indiferente para o setor industrial.
O vice-presidente da Abiarroz, Hélio Coradine, disse que os produtores não têm vendido mais o produto no preço anterior, e que o valor será automaticamente repassado aos distribuidores. “O custo do produto acabado vai subir para nós. Já estamos comprando as sacas no valor elevado. Automaticamente vamos repassar este valor aos distribuidores que, logicamente, também vão ajustar os custos nas prateleiras”, disse.
O vice-presidente da Apes confirmou que o aumento vai para o bolso do consumidor. “Arroz é um produto que renovamos o estoque toda semana. Na medida em que formos fazendo os pedidos, vamos repassando as altas dos custos. O efeito é imediato”, explicou.
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